Esta é a leitura honesta do cenário do escritório a partir da nossa conversa. O que já está forte, o que está travando, o que a inércia custa e os caminhos possíveis. Sem enfeite, sem promessa e com as suas próprias palavras.
Escritório fundado na década de 80, hoje na segunda geração, com cerca de 20 colaboradores e setor dedicado para cada área da arquitetura. O foco está no mercado imobiliário: incorporação de edifícios, loteamento fechado e urbanismo, com 10 a 20 projetos entregues por ano. Pela sua própria avaliação, a Repsold está entre os cinco maiores escritórios de arquitetura do Espírito Santo e entre os mais antigos em atividade. No Google são 172 avaliações acumuladas. Nada disso foi construído por campanha. É reputação somada em quatro décadas de entrega.
O contraste está do lado de fora. Toda essa autoridade termina num site fora do ar, com o Instagram apontando para uma página que não abre e o Google Meu Negócio desconectado dela. E do lado de dentro, o padrão de condução do cliente ainda não está escrito: ele varia conforme quem está à frente de cada projeto. O escritório domina a entrega. O que ficou fora do controle é a entrada, tanto a do cliente que ainda não conhece vocês quanto a do cliente que já chegou.
Antes de qualquer coisa que precise mudar, o que já está de pé. Todos os números abaixo saíram da nossa conversa.
Não são opiniões nossas. É o que a própria conversa revelou. Cada gargalo abaixo carrega uma frase sua, literal.
O escritório tem uma pessoa dedicada à gestão, cronogramas montados e um sistema desenvolvido internamente. A ferramenta existe e o problema continua. É exatamente isso que mostra que a causa não é software: é a ausência de um padrão acordado sobre como o cliente é conduzido, principalmente quando o prazo se move. Hoje esse critério é definido projeto a projeto, por quem está à frente dele. Com duas gerações operando ao mesmo tempo, formadas em contextos de mercado diferentes, o resultado é que a experiência do cliente varia conforme quem o atende. E quando a variação incomoda, é você quem entra para corrigir demandas que não eram suas.
Não existe página de destino funcionando. O Instagram leva para um site fora do ar e o Google Meu Negócio, que é o ativo digital mais forte do escritório, não está conectado a lugar nenhum. Isso já pesa sozinho, mas o dado mais importante é outro: um ciclo de desenvolvimento já foi contratado, conduzido e descartado por insatisfação. Quando o fornecedor é trocado e o resultado continua não vindo, o problema raramente é o fornecedor. É a ausência de um critério escrito do que o site precisa fazer antes de alguém começar a construir. Sem esse critério, qualquer equipe entrega algo defensável e nada aprovável, e o ciclo se repete.
Quase toda a carteira nasce de cliente antigo ou de indicação direta dele. Em um mercado B2B pequeno e tradicional, onde pela sua estimativa cerca de dez escritórios atendem todas as incorporadoras do estado, isso significa que a próxima demanda depende de quando chegar a vez de vocês na rotação de outra empresa. Retenção é mérito. Dependência é risco. E os dois nascem do mesmo fato: não existe nenhum canal próprio trabalhando para que vocês sejam escolhidos ativamente, e não apenas lembrados quando o concorrente está cheio. Quatro décadas de acervo e de 10 a 20 projetos por ano dariam material de sobra para isso, e nada disso está em uso.
Vocês não colocaram valores na mesa e não vamos inventar nenhum. A conta abaixo usa apenas o que já existe e o que já é público.
Cada rota resolve uma profundidade diferente do mesmo diagnóstico. Não existe rota errada: existe a rota certa para o momento do escritório.
Resolve o gargalo mais imediato: fazer quatro décadas de acervo terminarem num lugar que abre, carrega e converte.
Ataca a entrada dos dois lados: quem chega de fora encontra o escritório, e quem já é cliente encontra o mesmo padrão independentemente de quem conduz.
Para quando a decisão for construir demanda própria, e não seguir dependendo da vez na rotação de outra empresa.
Este documento é a leitura do cenário, não a proposta. Na segunda-feira, 10 de agosto, às 10h, apresentamos como cada rota funciona na prática, o que entra em cada uma e em que ordem. Vocês decidem se seguem com a gente ou com a equipe de vocês. A leitura fica de vocês de qualquer forma.